A Filosofia através do rap

A filosofia nem sempre é vista como uma matéria fácil nas escolas, apesar de sua importância histórica na construção das ideias e da própria identidade das culturas. Segundo o filósofo Immanuel Kant, mais do que uma disciplina a ser ensinada, é um exercício do uso da razão, diferente das demais, no sentido de que é preciso se envolver com ela, e não recebê-la passivamente.

Discussões pedagógicas sobre o ensino da filosofia, como essa de Kant, levam a inúmeros métodos diferentes e inovadores, que permitem conhecer o pensamento dos grandes filósofos. A argumentação talvez tenha sido o recurso mais utilizado pelos educadores, mas uma proposta diferente motivou os alunos da Scuola Superiore: a utilização do rap como meio de envolvimento com um dos filósofos mais badalados dos últimos tempos, Friederich Nietzsche.

Conheça o rap, feito pelos alunos:

 

Reino da Prússia

Província da Saxônia

25 de outubro de 1844

8 horas da manhã

 

Dedicamos esse rap

A nossa Teacher

Que ensinou tudo

Sobre Nietzsche

 

Nietzsche

O filósofo alemão

Morreu em 900

Com problema no pulmão

 

Nietzsche

Estudou filologia

Pra depois se tornar

Um ícone da filosofia

E o presente

É o que importa

Não viva no passado

Viva no agora

 

A filosofia

É o seu forte

Não acredite

Em vida após a morte

 

Nietzsche

Diz que o bom é ser ateu

Quem vive no futuro

No presente se perdeu*

 

Nietzsche

Diz que Deus está morto

Renuncie a alma

E valorize o corpo

 

O tumor da sociedade

O famoso cristianismo

Suas obras foram usadas como

Instrumento do nazimo

 

Mas isso não foi ele quem escreveu

Sua obra foi modificada

Pela irmã, quando morreu.

 

Ética dos guerreiros

Eu vou mandar o papo

Seguiu muito a moral

“Virô” ética dos escravos

 

Agora eu vou falar das forças

que regulam o mundo.

Então, preste bem atenção

No rap desses  alunos*

 

Uma dessas forças

É a dionisíaca

Que pode ser encontrada

Como poesia lírica

 

E a apolínea

Mais ligado à ética

Ordem, regras, harmonia.

Poesia épica

 

E o Wagner

Que era seu melhor amigo

Mas fez uma obra apolínea

E viraram inimigos

 

Pro mal do ocidente

A moral é a culpada

Que nem o niilismo

A filosofia do nada

 

Para não ser que nem ovelhas

Parem de ser fiéis

Aí eu te pergunto, professora,

Cadê o meu dez?

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